quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A POLÍCIA TEM MAIS O QUE FAZER




A Polícia tem mais o que fazer



Desde criança, ouço, dos meus pais e das pessoas mais experientes, frases como “ O seu direito termina quando começa a do outro” ou “ quando um não quer, dois não brigam”.


Muito embora curtas, as frases são carregadas de sabedoria, vindo a acender a lâmpada das nossas mentes e nos levando a profundas reflexões.


Dizeres que, se observadas diariamente, evitariam diversos conflitos sociais e, dessa forma, minimizariam os impactos negativos causados pelos crimes que assolam e assustam a comunidade.


Sim! Minimizariam os impactos dos crimes e digo isso porque boa parte desses são iniciados por desentendimentos pessoais, gerados pela prepotência, pela arrogância e pela intolerância dos envolvidos.


Sempre esperamos que o comportamento civilizado advenha do próprio cidadão, o qual, consciente da necessidade de um convívio harmônico, adquiridos da formação familiar e religiosa, adote procedimentos de respeito e consideração para com o próximo.


Em que pese  seja essa a esperança, nem todos se comportam de maneira civilizada e, em função disso, Leis são necessárias para regular as atitudes, bem como responsabilizar os seus infratores.


O que é interessante é que, muito embora vivamos a modernidade e a tecnologia, ao invés de avançarmos no comportamento humano, mais leis surgem para discipliná-la.

 
Aqui no Brasil, o número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito superam, em muito, as mortes de outros países decorrentes da guerra.


É um fato preocupante que se agrava quando, por levantamentos realizados, ficamos sabendo de que a maioria dos acidentes são causados por motoristas embriagados.  


Caro leitor, estou me referindo não a um ser voltado para a pratica do mal, mas a uma pessoa, chefe de família, trabalhadora que, num momento de irresponsabilidade, mesmo consciente de que bebeu e de que a bebida alcoólica faz com que seus reflexos diminuam de forma representativa, decide assumir a condução de um veículo, uma verdadeira arma, causando acidente, morte e dor em seus familiares e nos familiares de quem morreu.


Reflexão, talvez, é o que falta aos causadores do problema.


Domicílio, mais conhecido como casa, é o “Conforto do Rei e da Rainha”. É o local onde devemos recarregar as baterias. É a nossa fortaleza. É o local que defendemos com unhas e dentes.


Por isso a Lei pune aquele que, sem autorização do dono ou da dona, adentra em seu interior ou nos seus limites.


Acreditamos, sempre, que a invasão no domicilio é realizada fisicamente, onde, para sua ocorrência, uma pessoa deve invadir uma propriedade.


Muito embora esse entendimento, existe hoje uma forma virtual de invasão, o que vem a causar ansiedade, intranquilidade e nervosismo em seus proprietários. Me refiro a perturbação do sossego alheio.


Todos nós gostamos de reunir amigos e familiares em nossas casas e, para tanto, os comes e bebes são sempre acompanhados por um som ambiente.


Ocorre que, por vezes, os donos da festa ou do encontro, não refletindo sobre a necessidade do sossego dos seus vizinhos, coloca o som em volume ensurdecedor, gerando intranquilidade e, por consequência, desentendimentos.


Se algumas pessoas entendessem que nem todos compartilham do mesmo gosto musical, de música, ou programa religioso,  com certeza não teríamos, todos os dias, abusos em sons e, em consequência, conflitos.


Ainda sobre perturbação do sossego alheio, o que representa uma alegria de um jovem e orgulho para os pais, representa, também, uma agonia e tristeza para os vizinhos. Isso acontece quando os pais compram uma BATERIA para seus filhos.


Reflexão, responsabilidade e empatia, com certeza, evitariam o problema.


Bom... E todos vocês, leitores, me perguntariam: “Felício, onde entra a policia nesse contexto?”


Queridos amigos! Eu diria que, se observadas as regras sociais da boa convivência e agindo o cidadão com responsabilidade e amor ao próximo, não existiria essas infrações e, portanto, não haveria a necessidade do emprego policial, pois a POLÍCIA...a POLÍCIA, caro leitor, TEM MAIS O QUE FAZER. 


 É o que penso!

 


Capitão Felício Kamiyama


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