quarta-feira, 31 de julho de 2013

SOMOS TAMBÉM RESPONSÁVEIS POR UM RESULTADO INFELIZ?





Há algumas semanas, assisti a uma reportagem, onde moradores de um bairro de uma determinada cidade estavam, pacificamente, reunidos numa praça e protestando por mais segurança.

Até ai, um comportamento razoável de se ver, onde, diante de uma impostura do Poder Público, o cidadão, pagador de impostos, exige providências que somente a ele compete.

Mais policiais nas ruas, mais agilização nos processos criminais, mais empenho nas investigações policiais são os pleitos comumente emanados por aqueles cidadãos desprovidos de sensação de segurança.

Contudo, não foram esses os motivos ensejadores da mencionada manifestação.

Moradores, solidários aos pais de uma criança que, quando “empinava pipa” próximo a uma linha férrea, foi atropelada por um trem e, infelizmente, veio a falecer, clamavam por mais segurança no local.

É claro que, ao criar uma estrutura como a de transporte ferroviário, há a necessidade de posturas por parte do poder público, bem como das empresas concessionárias contratadas para explorar a atividade, voltadas a evitar a possibilidade de acidentes e incidentes.

Uma vez não observando regras básicas de segurança, deve a Empresa e o Poder Público serem responsabilizados.

Isso me faz lembrar de um episódio em que uma criança, ser maravilhoso, cheio de graça e energia, adentrou clandestinamente em uma obra em andamento e caiu num buraco com cerca de 50 centímetros de diâmetro e 05 metros de profundidade, orifício esse feito por uma broca e que serviria para a instalação de uma coluna de sustentação a um prédio. Ficou horas preso até ser socorrido pelos bravos Policiais Militares do Corpo de Bombeiros.

Moradores e familiares manifestaram pela falta de segurança na Obra.

Os dois casos, muito embora de assuntos diferentes, possuíam uma coisa em comum, a exigência de posturas do Poder Público e o não questionamento da responsabilidade familiar nos fatos.

Em nenhum momento se questionou a responsabilidade daqueles que possuem a guarda das crianças, que, normalmente, são os familiares e, em especial, os pais.

Diz um antigo ditado que “quem aponta um dedo para outro deve se lembrar que esta apontando os outros três( dedos) para sí”.

Trata-se de uma frase interessante para nos levar a reflexão sobre a nossa responsabilidade num resultado infeliz.

Será que se houvesse vigilância por parte dos responsáveis legais, a criança estaria próxima a linha férrea?

Será que se houvesse atenção dos responsáveis legais da criança, a mesma teria adentrado sorrateiramente numa obra em construção para brincar com os amiguinhos?

Dizem os sábios que a vigilância e a atenção, a criança, num determinado estágio da fase de sua maturidade, precisa sentí-la com a presença ou não dos seus responsáveis legais.

E vocês, queridas amigas e queridos amigos, devem estar se perguntando como isso acontece.

Como pode estar vigilante e atento sem estar junto de seus entes queridos?

A atenção, com importantes pitadas de diálogo, orientação e conversa são posturas importantes nesse processo de amadurecimento e conscientização daqueles que são a alegria da nossa família e o futuro da nossa nação.

Continuemos, pelo meio democrático e ordeiro, a exigir dos Poderes Públicos as posturas para a melhoria da qualidade de vida do cidadão.

Continuemos a exigir melhor Saúde, melhor ensino, melhor transporte, melhor oportunidade de trabalho, melhor cultura, melhor estrutura, melhor segurança, enfim melhor prestação de serviço público, contudo não nos esqueçamos da nossa responsabilidade para com relação a nossa família e com à própria sociedade.

Caminhar com seus animais domésticos, principalmente aqueles de grande porte e de ofensividade, devidamente conduzidos por coleira e preservados por focinheiras trata-se de uma excelente postura do cidadão, que, pela segurança, esta fazendo a sua parte.

Jogar os resíduos sólidos nas lixeiras públicas ou guarda-las até chegar em casa ou no serviço são posturas do cidadão, que, pela limpeza pública e melhoria no ambiente, esta fazendo a sua parte.

Dar a atenção devida e estar vigilante com relação as suas crianças são posturas que o cidadão e a cidadã, pela segurança deles e bem estar da família, estão fazendo a sua parte.

Lembrem-se, queridas amigas e queridos amigos, que o Poder Público e as Empresas, se errarem, pagarão altos valores em dinheiro, contudo se os pais, familiares ou responsáveis legais errarem, lamentarão perdas irreparáveis...lamentarão a perda de seus entes queridos.

Pensem nisso e sejam felizes!


 Capitão Felício Kamiyama
  



  

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