Há
algumas semanas, assisti a uma reportagem, onde moradores de um bairro de uma
determinada cidade estavam, pacificamente, reunidos numa praça e protestando
por mais segurança.
Até
ai, um comportamento razoável de se ver, onde, diante de uma impostura do Poder
Público, o cidadão, pagador de impostos, exige providências que somente a ele
compete.
Mais
policiais nas ruas, mais agilização nos processos criminais, mais empenho nas
investigações policiais são os pleitos comumente emanados por aqueles cidadãos
desprovidos de sensação de segurança.
Contudo,
não foram esses os motivos ensejadores da mencionada manifestação.
Moradores,
solidários aos pais de uma criança que, quando “empinava pipa” próximo a uma linha
férrea, foi atropelada por um trem e, infelizmente, veio a falecer, clamavam
por mais segurança no local.
É
claro que, ao criar uma estrutura como a de transporte ferroviário, há a
necessidade de posturas por parte do poder público, bem como das empresas
concessionárias contratadas para explorar a atividade, voltadas a evitar a
possibilidade de acidentes e incidentes.
Uma
vez não observando regras básicas de segurança, deve a Empresa e o Poder Público
serem responsabilizados.
Isso
me faz lembrar de um episódio em que uma criança, ser maravilhoso, cheio de
graça e energia, adentrou clandestinamente em uma obra em andamento e caiu num
buraco com cerca de 50 centímetros de diâmetro e 05 metros de profundidade,
orifício esse feito por uma broca e que serviria para a instalação de uma
coluna de sustentação a um prédio. Ficou horas preso até ser socorrido pelos
bravos Policiais Militares do Corpo de Bombeiros.
Moradores
e familiares manifestaram pela falta de segurança na Obra.
Os
dois casos, muito embora de assuntos diferentes, possuíam uma coisa em comum, a
exigência de posturas do Poder Público e o não questionamento da
responsabilidade familiar nos fatos.
Em
nenhum momento se questionou a responsabilidade daqueles que possuem a guarda
das crianças, que, normalmente, são os familiares e, em especial, os pais.
Diz
um antigo ditado que “quem aponta um dedo para outro deve se lembrar que esta
apontando os outros três( dedos) para sí”.
Trata-se
de uma frase interessante para nos levar a reflexão sobre a nossa responsabilidade
num resultado infeliz.
Será
que se houvesse vigilância por parte dos responsáveis legais, a criança estaria
próxima a linha férrea?
Será
que se houvesse atenção dos responsáveis legais da criança, a mesma teria
adentrado sorrateiramente numa obra em construção para brincar com os amiguinhos?
Dizem
os sábios que a vigilância e a atenção, a criança, num determinado estágio da
fase de sua maturidade, precisa sentí-la com a presença ou não dos seus
responsáveis legais.
E
vocês, queridas amigas e queridos amigos, devem estar se perguntando como isso
acontece.
Como
pode estar vigilante e atento sem estar junto de seus entes queridos?
A
atenção, com importantes pitadas de diálogo, orientação e conversa são posturas
importantes nesse processo de amadurecimento e conscientização daqueles que são
a alegria da nossa família e o futuro da nossa nação.
Continuemos,
pelo meio democrático e ordeiro, a exigir dos Poderes Públicos as posturas para
a melhoria da qualidade de vida do cidadão.
Continuemos
a exigir melhor Saúde, melhor ensino, melhor transporte, melhor oportunidade de
trabalho, melhor cultura, melhor estrutura, melhor segurança, enfim melhor
prestação de serviço público, contudo não nos esqueçamos da nossa
responsabilidade para com relação a nossa família e com à própria sociedade.
Caminhar
com seus animais domésticos, principalmente aqueles de grande porte e de
ofensividade, devidamente conduzidos por coleira e preservados por focinheiras
trata-se de uma excelente postura do cidadão, que, pela segurança, esta fazendo
a sua parte.
Jogar
os resíduos sólidos nas lixeiras públicas ou guarda-las até chegar em casa ou
no serviço são posturas do cidadão, que, pela limpeza pública e melhoria no
ambiente, esta fazendo a sua parte.
Dar
a atenção devida e estar vigilante com relação as suas crianças são posturas
que o cidadão e a cidadã, pela segurança deles e bem estar da família, estão
fazendo a sua parte.
Lembrem-se,
queridas amigas e queridos amigos, que o Poder Público e as Empresas, se errarem,
pagarão altos valores em dinheiro, contudo se os pais, familiares ou responsáveis
legais errarem, lamentarão perdas irreparáveis...lamentarão a perda de seus
entes queridos.
Pensem
nisso e sejam felizes!
Capitão
Felício Kamiyama

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