Desde criança, ouço, dos meus pais e
das pessoas mais experientes, frases como “ O seu direito termina quando começa
a do outro” ou “ quando um não quer, dois não brigam”.
Muito embora curtas, as frases são
carregadas de sabedoria, vindo a acender a lâmpada das nossas mentes e nos
levando a profundas reflexões.
Dizeres que, se observadas
diariamente, evitariam diversos conflitos sociais e, dessa forma, minimizariam
os impactos negativos causados pelos crimes que assolam e assustam a
comunidade.
Sim! Minimizariam os impactos dos
crimes e digo isso porque boa parte desses são iniciados por desentendimentos
pessoais, gerados pela prepotência, pela arrogância e pela intolerância dos
envolvidos.
Sempre esperamos que o comportamento
civilizado advenha do próprio cidadão, o qual, consciente da necessidade de um
convívio harmônico, adquiridos da formação familiar e religiosa, adote
procedimentos de respeito e consideração para com o próximo.
Em que pese seja essa a
esperança, nem todos se comportam de maneira civilizada e, em função disso,
Leis são necessárias para regular as atitudes, bem como responsabilizar os seus
infratores.
O que é interessante é que, muito
embora vivamos a modernidade e a tecnologia, ao invés de avançarmos no
comportamento humano, mais leis surgem para discipliná-la.
Aqui no Brasil, o número de mortes
decorrentes de acidentes de trânsito superam, em muito, as mortes de outros
países decorrentes da guerra.
É um fato preocupante que se agrava
quando, por levantamentos realizados, ficamos sabendo de que a maioria dos
acidentes são causados por motoristas embriagados.
Caro leitor, estou me referindo não a
um ser voltado para a pratica do mal, mas a uma pessoa, chefe de família,
trabalhadora que, num momento de irresponsabilidade, mesmo consciente de que
bebeu e de que a bebida alcoólica faz com que seus reflexos diminuam de forma
representativa, decide assumir a condução de um veículo, uma verdadeira arma, causando
acidente, morte e dor em seus familiares e nos familiares de quem morreu.
Reflexão, talvez, é o que falta aos
causadores do problema.
Domicílio, mais conhecido como casa,
é o “Conforto do Rei e da Rainha”. É o local onde devemos recarregar as baterias.
É a nossa fortaleza. É o local que defendemos com unhas e dentes.
Por isso a Lei pune aquele que, sem
autorização do dono ou da dona, adentra em seu interior ou nos seus limites.
Acreditamos, sempre, que a invasão no
domicilio é realizada fisicamente, onde, para sua ocorrência, uma pessoa deve
invadir uma propriedade.
Muito embora esse entendimento,
existe hoje uma forma virtual de invasão, o que vem a causar ansiedade,
intranquilidade e nervosismo em seus proprietários. Me refiro a perturbação do
sossego alheio.
Todos nós gostamos de reunir amigos e
familiares em nossas casas e, para tanto, os comes e bebes são sempre
acompanhados por um som ambiente.
Ocorre que, por vezes, os donos da
festa ou do encontro, não refletindo sobre a necessidade do sossego dos seus
vizinhos, coloca o som em volume ensurdecedor, gerando intranquilidade e, por
consequência, desentendimentos.
Se algumas pessoas entendessem que
nem todos compartilham do mesmo gosto musical, de música, ou programa religioso, com
certeza não teríamos, todos os dias, abusos em sons e, em consequência,
conflitos.
Ainda sobre perturbação do sossego
alheio, o que representa uma alegria de um jovem e orgulho para os pais,
representa, também, uma agonia e tristeza para os vizinhos. Isso acontece
quando os pais compram uma BATERIA para seus filhos.
Reflexão, responsabilidade e empatia,
com certeza, evitariam o problema.
Bom... E todos vocês, leitores, me
perguntariam: “Felício, onde entra a policia nesse contexto?”
Queridos amigos! Eu diria que, se
observadas as regras sociais da boa convivência e agindo o cidadão com
responsabilidade e amor ao próximo, não existiria essas infrações e, portanto,
não haveria a necessidade do emprego policial, pois a POLÍCIA...a POLÍCIA, caro
leitor, TEM MAIS O QUE FAZER.
É o que penso!
Capitão Felício Kamiyama
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