quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O PERIGO DE UMA PERSONALIDADE COLETIVA



Não entendi o que aconteceu com aquele menino para que se comportasse daquele jeito.

Jamais poderia imaginar que uma pessoa tão dedicada aos estudos e trabalhadora poderia praticar tamanha atrocidade.

Meu Deus! Por que ele foi fazer isso!

Essas são frases emitidas por pessoas, geralmente  quando tomam conhecimento de um ato violento que, por vezes, causa até a morte, cometido por cidadãos conhecidamente pacatos e tranquilos.

Assim ocorreu numa noite, quando um grupo de amigos decidiram sair  e ir até uma danceteria.

No local, todos estavam acompanhados por suas namoradas e se divertiam muito. Bebidas e cigarros faziam parte do ambiente.
Enquanto os namorados conversavam, as moças decidiram ir até o banheiro, onde, no caminho, se depararam com dois rapazes que dirigiram gracejos para uma delas.

Ofendida com o atrevimento deles, no retorno, a mesma relatou o episódio ao seu namorado, o qual foi tirar “satisfação” com os importunadores.

Foi o que bastou para iniciar uma briga que envolveu todos os seus amigos, os quais, num total de dez, agrediram violentamente os dois infelizes.

O resultado: um deles teve traumatismo craniano, pois, quando já caído ao solo e inconsciente, teve sua cabeça várias vezes atingida por chutes e ponta-pés. O outro teve várias costelas quebradas e só não teve ferimentos mais graves porque conseguiu fugir do local.

Graves são as consequências de tais atos que resultam até em morte, como no caso de um grupo, também, de amigos que se juntaram para ir ao Estádio e assistir a uma partida de futebol.
Tratava-se de um jogo que envolvia dois grandes times que tinham torcidas fiéis e fervorosas, grupos esses que, pelo amor ao time, ofendiam e até agrediam.

Não era o caso dos amigos, pois esse queriam simplesmente experimentar a sensação de assistir um jogo ao vivo.

E assim o fizeram.

Junto com a imensa torcida presente, gritaram para incentivar o time, mas também xingaram o arbitro e a torcida adversária. Provocações, como sempre, ocorreram e desafios foram firmados.

Com o término do evento, eufóricos pela vitória do time, os amigos se dirigiram para a estação férrea, onde se depararam com torcedores do time adversário.

Foi o que bastou para torcedores do time perdedor iniciassem insultos ao grupo de amigos, os quais passaram a ser agredidos fisicamente.

Torcedores do time vencedor que constataram a contenda, talvez munidos do sentimento de união que a camiseta do time trazia, partiram em defesa dos amigos, dando uma maior proporção à briga generalizada.

Socos, ponta pés, chutes e golpes, potencializados por instrumentos ali disponíveis, como barra de ferro, pedaços de cadeira e cabos de madeira, foram desferidos.

Resultado: Várias pessoas feridas e duas mortes causadas por traumatismo craniano.

Identificados por filmagens realizadas por meio de câmeras de segurança, os autores dos CRIMES, não raras vezes, ao verem a filmagem, se surpreendem e não se reconhecem naquela pessoa que foi filmada desferindo golpes covardes numa pessoa já caída e desmaiada.

 Choros e lamentações por terem praticado tamanha atrocidade, comprometendo a vida e a saúde de seus semelhantes, bem como o seu futuro como cidadão, costumam ocorrer.
Mas já é tarde!

 O fato correu e não podemos voltar no tempo.

Os dois casos expostos retratam brigas generalizadas que tiveram desfechos trágicos, fatos esses que, se envolvesse a insanidade de apenas duas pessoas, não tivesse ocorrido pelo impedimento de outras conduzidas pela razão ou, envolvendo várias pessoas, não tivesse a adesão do infeliz agressor, o qual, consciente da desnecessidade da briga e pelo perigo que poderia causar, decidira em não participar da contenda.

O que quero dizer é que uma é pessoa, detentora de uma personalidade pacata e tranquila pode ser envolvida, por diversas razões e situações, a aderir à personalidade de um grupo, às vezes violento e insano, como nos casos mencionados.

A pessoa passa a praticar atos que, sozinha, não faria.

Como já disse, não conseguimos voltar no tempo, mas podemos, por essas reflexões, evitar que situações iguais ocorram.

Por isso, querida leitora e querido leitor, além de  tomarmos cuidado ao decidirmos com quem vamos sair e o local para onde iremos, não permitamos que a uma conduta errada coletiva influencie nas nossas atitudes individuais.

Pense nisso e seja Feliz!


Capitão Felício Kamiyama

sábado, 3 de agosto de 2013

FUNCIONÁRIOS FANTASMAS



Pelo título, muitos de vocês, queridas leitoras e queridos leitores, pensaram eu que fosse tecer comentários às várias pessoas que, no nosso país, são contratados funcionários públicos e não comparecem para o trabalho, o que, além de imoral, causa sérios prejuízos aos cofres públicos.

Não...não é delas que vou falar.

Muito ao contrário das posturas daqueles que ganham muito e não trabalham, quero tecer comentários àquelas pessoas que trabalham muito, mas muito mesmo, e recebem pouco.

Pessoas que possuem os mesmos afazeres e responsabilidades que todos nós, pois são avôs, avós, pais, mães e filhos, enfim são responsáveis por suas famílias.

Certa vez, caminhando pela cidade, uma cena me chamou a atenção.

Um homem, após ter consumido o último cigarro, verificando que próximo a ele havia uma senhora cuja profissão é de varredora de rua, também conhecida carinhosamente como “MARGARIDA”, mesmo havendo lixeiras instaladas ao longo da via, como, também, mesmo estando perto do carrinho de resíduos utilizado pela mesma, jogou a embalagem do produto no chão.  

Aquela senhora, cujo rosto não podia ver, pois coberto estava por um chapéu de palha de abas largas, ao verificar a conduta daquela pessoa, mesmo tendo ela já varrido aquele local, retornou e, sem alterar seu comportamento, tranquilamente, com sua "pazinha", recolheu o maço de cigarro amassado.

Diante daquela cena, com o propósito de me solidarizar e parabenizá-la por seu ato, procurei me aproximar da mesma, ocasião em que, por surpresa, tratava-se de uma pessoa conhecida.

Abraços e beijos foram os atos que externaram tamanha alegria de ambos pelo reencontro.

Sem interromper seu trabalho, conversamos muito sobre o passado e a situação da minha família e de cada um dos seus filhos.

Viúva ainda jovem e com três filhos ainda adolescentes, aos 30 anos, teve que largar seus afazeres de casa e procurar um reforço no sustento de sua família. Com pouca instrução, conseguiu emprego como varredora de rua, profissão essa que, com orgulho, segue até hoje.

Mãe sempre atenta e preocupada com o comportamento e futuro dos seus filhos, além da atividade registrada em carteira, fazia os chamados “Bicos” de limpeza em restaurantes, casas de família e Buffet.

Pesados, segundo ela, foram os anos que passou com o recente falecimento do seu marido, porém, graças ao empenho dela e da colaboração dos seus três filhos, conseguiu sua casa própria e, o que é mais importante, sem dívidas.

Quanto aos seus filhos, estão todos eles formados e trabalhando, a ponto de pedirem para que ela parasse com suas atividades e, como um desejo de todos os filhos gratos a seus pais, descansar.

Os apelos dos filhos, muito embora recebidos com carinho, não se sobrepuseram ao objetivo dessa maravilhosa senhora que esta prestes a se aposentar.  Muito embora com uma idade avançada, tem suas aspirações e seus sonhos.

Voltando ao assunto que me fez aproximar da mesma, comentando com ela sobre a postura de indiferença daquele homem, a senhora me disse que aquela atitude não é a que mais a “machuca” no dia a dia.

O que mais ofende e fere, segunda a mesma,  o íntimo daqueles que desempenham a profissão dela é o fato das pessoas não as enxergarem. 

Não existe um “bom dia” ou um “com licença” ou até um “bom serviço para você”.

Como um obstáculo nas vias, as pessoas, sem olhar para os varredores de rua, desviam deles e seguem seu tão apertado e atribulado compromisso.

São pessoas e não obstáculos que estão nas ruas. São trabalhadores que, com a sua atividade, procuram manter as vias e praças limpas e, dessa forma, melhorar a nossa qualidade de vida.

São pessoas que possuem sentimentos e que carregam, em sua trajetória de vida, uma história de luta, perseverança e vitória.

Por isso, como todos os empregados domésticos e funcionários braçais, devem ser consideradas e merecedoras do nosso mais profundo respeito.

Pensem nisso e sejam Felizes.


Capitão Felício Kamiyama

quarta-feira, 31 de julho de 2013

SOMOS TAMBÉM RESPONSÁVEIS POR UM RESULTADO INFELIZ?





Há algumas semanas, assisti a uma reportagem, onde moradores de um bairro de uma determinada cidade estavam, pacificamente, reunidos numa praça e protestando por mais segurança.

Até ai, um comportamento razoável de se ver, onde, diante de uma impostura do Poder Público, o cidadão, pagador de impostos, exige providências que somente a ele compete.

Mais policiais nas ruas, mais agilização nos processos criminais, mais empenho nas investigações policiais são os pleitos comumente emanados por aqueles cidadãos desprovidos de sensação de segurança.

Contudo, não foram esses os motivos ensejadores da mencionada manifestação.

Moradores, solidários aos pais de uma criança que, quando “empinava pipa” próximo a uma linha férrea, foi atropelada por um trem e, infelizmente, veio a falecer, clamavam por mais segurança no local.

É claro que, ao criar uma estrutura como a de transporte ferroviário, há a necessidade de posturas por parte do poder público, bem como das empresas concessionárias contratadas para explorar a atividade, voltadas a evitar a possibilidade de acidentes e incidentes.

Uma vez não observando regras básicas de segurança, deve a Empresa e o Poder Público serem responsabilizados.

Isso me faz lembrar de um episódio em que uma criança, ser maravilhoso, cheio de graça e energia, adentrou clandestinamente em uma obra em andamento e caiu num buraco com cerca de 50 centímetros de diâmetro e 05 metros de profundidade, orifício esse feito por uma broca e que serviria para a instalação de uma coluna de sustentação a um prédio. Ficou horas preso até ser socorrido pelos bravos Policiais Militares do Corpo de Bombeiros.

Moradores e familiares manifestaram pela falta de segurança na Obra.

Os dois casos, muito embora de assuntos diferentes, possuíam uma coisa em comum, a exigência de posturas do Poder Público e o não questionamento da responsabilidade familiar nos fatos.

Em nenhum momento se questionou a responsabilidade daqueles que possuem a guarda das crianças, que, normalmente, são os familiares e, em especial, os pais.

Diz um antigo ditado que “quem aponta um dedo para outro deve se lembrar que esta apontando os outros três( dedos) para sí”.

Trata-se de uma frase interessante para nos levar a reflexão sobre a nossa responsabilidade num resultado infeliz.

Será que se houvesse vigilância por parte dos responsáveis legais, a criança estaria próxima a linha férrea?

Será que se houvesse atenção dos responsáveis legais da criança, a mesma teria adentrado sorrateiramente numa obra em construção para brincar com os amiguinhos?

Dizem os sábios que a vigilância e a atenção, a criança, num determinado estágio da fase de sua maturidade, precisa sentí-la com a presença ou não dos seus responsáveis legais.

E vocês, queridas amigas e queridos amigos, devem estar se perguntando como isso acontece.

Como pode estar vigilante e atento sem estar junto de seus entes queridos?

A atenção, com importantes pitadas de diálogo, orientação e conversa são posturas importantes nesse processo de amadurecimento e conscientização daqueles que são a alegria da nossa família e o futuro da nossa nação.

Continuemos, pelo meio democrático e ordeiro, a exigir dos Poderes Públicos as posturas para a melhoria da qualidade de vida do cidadão.

Continuemos a exigir melhor Saúde, melhor ensino, melhor transporte, melhor oportunidade de trabalho, melhor cultura, melhor estrutura, melhor segurança, enfim melhor prestação de serviço público, contudo não nos esqueçamos da nossa responsabilidade para com relação a nossa família e com à própria sociedade.

Caminhar com seus animais domésticos, principalmente aqueles de grande porte e de ofensividade, devidamente conduzidos por coleira e preservados por focinheiras trata-se de uma excelente postura do cidadão, que, pela segurança, esta fazendo a sua parte.

Jogar os resíduos sólidos nas lixeiras públicas ou guarda-las até chegar em casa ou no serviço são posturas do cidadão, que, pela limpeza pública e melhoria no ambiente, esta fazendo a sua parte.

Dar a atenção devida e estar vigilante com relação as suas crianças são posturas que o cidadão e a cidadã, pela segurança deles e bem estar da família, estão fazendo a sua parte.

Lembrem-se, queridas amigas e queridos amigos, que o Poder Público e as Empresas, se errarem, pagarão altos valores em dinheiro, contudo se os pais, familiares ou responsáveis legais errarem, lamentarão perdas irreparáveis...lamentarão a perda de seus entes queridos.

Pensem nisso e sejam felizes!


 Capitão Felício Kamiyama
  



  

sábado, 4 de maio de 2013

PITÁGORAS ESTAVA CERTO: COM A AÇÃO DE HOJE, NÃO PRECISAMOS LAMENTAR OS ERROS DE AMANHÃ




Um Mil novecentos de Noventa e um, por volta das 10:00 Hs, como sempre, adentrava eu no prédio da gazeta, localizada na Avenida Paulista, subindo as escadarias e atingindo o segundo pavimento da torre de transmissão. Que visão maravilhosa! Que brisa refrescante!

A Avenida Paulista, que outrora ostentava suntuosos casarões dos Barões do café, era dona de uma fama inigualável “o coração financeiro da capital paulista”.

Visão longínqua, prédios imponentes, veículos e pessoas parecendo formigas enfileiradas transportando seus alimentos para o formigueiro...

Espera ai! 

Alguma coisa estava errada naquele cenário.

Três jovens, dois meninos e uma menina, sentados no terraço de um prédio inacessível por vias normais, pois o local não se dava ao lazer, mas sim para eventuais manutenções nas telhas e na caixa d´água.

Estavam compartilhando algo que parecia um cigarro.

Compartilhando um cigarro? Mas à época tratava-se de um artigo barato e seu valor e acesso não exigia tal conduta. Se fosse cigarro, todos estariam fumando o seu.

Parecia algo que possuíam em pequena quantidade e dificil de se obter. Isso devido à fiscalização da Polícia.

Pelo sim ou pelo não, com a finalidade de tirar tamanha dúvida, fomos, eu e os policiais que me acompanhavam, até o mencionado prédio, onde coincidentemente, ao atingirmos o último andar do imóvel, nos deparamos com os três adolescentes descendo uma escada estreita e fixada na parede.

Ao constatarem nossas presenças, seus comportamentos logo denunciaram a atitude que sabiam ser errada.

Jovens bem afeiçoados, bem vestidos e moradores de um prédio localizado em área nobre de São Paulo.

Confirmada estava as minhas suspeitas. Todos compartilharam um cigarro recheado de maconha, vulgarmente conhecido como “baseado” ou “paranga”.

Muito embora tivessem consumido tudo, o cheiro característico da droga, impregnado no cabelo, nas roupas e, principalmente, nas mãos confirmavam o contato íntimo com aquilo que, no inicio, alguns dizem ser prazeroso, contudo, no futuro, acaba em sofrimento para o usuário e para a sua família.

Alguns de vocês, queridas e queridos leitores, podem ter pensado: “que situação chocante!”. Mas isso não me chocou, pois, desde aquela época, no cumprimento da atividade policial não era raro encontrar jovens portando ou consumindo drogas.

Ao invés disso, confesso que fiquei surpreso e chocado, verdadeiramente chocado, com a conduta de um dos pais dos jovens ali presentes. Ao invés de questionar o seu filho sobre tal conduta, o pai questionou a atitude dos policiais em estarem adentrando ao prédio sem a autorização dos moradores.

Por que o pai, diante do erro do filho, agiu daquela forma?

Com essa pergunta e após o pai entender que a Polícia poderia adentrar nas áreas comuns, como hall e corredores, é que sai daquele lugar.

Só alguns anos atrás, quando assistia a um programa de entrevista, ouvi do entrevistado, um renomado médico psiquiatra e autor de vários livros sobre educação famíliar e escolar, de que o pai que adota tal postura, o de defender seu filho quando comete atitudes erradas, nada mais esta fazendo do que compensar a sua ausência.

Verdade! Ali estava a explicação da conduta que por tantos anos me incomodou.

Pais ausentes, conscientes ou não, depois do crescimento e amadurecimento dos seus filhos, sem a sua participação, tinham receio de corrigi-los e, em compensação, buscando atrair a sua confiança, equivocadamente, os protegiam dos erros cometidos o que, na infância, por meio de uma boa orientação, poderiam ser evitados.

Não sei o que ocorreu com os jovens com quem tive contato no ano de 1991.

Espero sinceramente que não tenham se enveredado para o uso das drogas, o que, como já disse, resultaria em profundo sofrimento e tristeza para eles. Espero sinceramente que aquele pai, que ao invés de questionar seu filho, criticou a conduta dos policiais, não esteja sofrendo com o vício, incurável, do seu filho. Espero sinceramente que casos como a de uma senhora, fato ocorrido em São Paulo, degolada por seu neto, o qual estava sob efeito de drogas, não se repitam.

Espero sinceramente que vocês, queridas mamães e queridos papais, não tenham o receio de corrigir seus filhos na Infância e na adolescência.

Participem do crescimento corporal bem como do amadurecimento intelectual deles. Faça com que a presença de vocês fique registrado de maneira feliz nas mentes daqueles que no futuro trarão as respostas positivas das dúvidas de hoje.

Comemorem, em sua essência, o dia dos pais e, o que é mais atual, o dia das mães.

Enfim, utilizando de uma frase célebre antiga, porém plenamente aplicável na atualidade, “Eduquem seus filhos hoje para que não tenhamos que punir os adultos de amanhã” ( Pitágoras).

Pensem nisso e sejam Felizes!



Capitão Felício Kamiyama

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A POLÍCIA TEM MAIS O QUE FAZER!



Desde criança, ouço, dos meus pais e das pessoas mais experientes, frases como “ O seu direito termina quando começa a do outro” ou “ quando um não quer, dois não brigam”.


Muito embora curtas, as frases são carregadas de sabedoria, vindo a acender a lâmpada das nossas mentes e nos levando a profundas reflexões.


Dizeres que, se observadas diariamente, evitariam diversos conflitos sociais e, dessa forma, minimizariam os impactos negativos causados pelos crimes que assolam e assustam a comunidade.


Sim! Minimizariam os impactos dos crimes e digo isso porque boa parte desses são iniciados por desentendimentos pessoais, gerados pela prepotência, pela arrogância e pela intolerância dos envolvidos.


Sempre esperamos que o comportamento civilizado advenha do próprio cidadão, o qual, consciente da necessidade de um convívio harmônico, adquiridos da formação familiar e religiosa, adote procedimentos de respeito e consideração para com o próximo.


Em que pese  seja essa a esperança, nem todos se comportam de maneira civilizada e, em função disso, Leis são necessárias para regular as atitudes, bem como responsabilizar os seus infratores.


O que é interessante é que, muito embora vivamos a modernidade e a tecnologia, ao invés de avançarmos no comportamento humano, mais leis surgem para discipliná-la.


Aqui no Brasil, o número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito superam, em muito, as mortes de outros países decorrentes da guerra.


É um fato preocupante que se agrava quando, por levantamentos realizados, ficamos sabendo de que a maioria dos acidentes são causados por motoristas embriagados.  


Caro leitor, estou me referindo não a um ser voltado para a pratica do mal, mas a uma pessoa, chefe de família, trabalhadora que, num momento de irresponsabilidade, mesmo consciente de que bebeu e de que a bebida alcoólica faz com que seus reflexos diminuam de forma representativa, decide assumir a condução de um veículo, uma verdadeira arma, causando acidente, morte e dor em seus familiares e nos familiares de quem morreu.


Reflexão, talvez, é o que falta aos causadores do problema.


Domicílio, mais conhecido como casa, é o “Conforto do Rei e da Rainha”. É o local onde devemos recarregar as baterias. É a nossa fortaleza. É o local que defendemos com unhas e dentes.


Por isso a Lei pune aquele que, sem autorização do dono ou da dona, adentra em seu interior ou nos seus limites.


Acreditamos, sempre, que a invasão no domicilio é realizada fisicamente, onde, para sua ocorrência, uma pessoa deve invadir uma propriedade.


Muito embora esse entendimento, existe hoje uma forma virtual de invasão, o que vem a causar ansiedade, intranquilidade e nervosismo em seus proprietários. Me refiro a perturbação do sossego alheio.


Todos nós gostamos de reunir amigos e familiares em nossas casas e, para tanto, os comes e bebes são sempre acompanhados por um som ambiente.


Ocorre que, por vezes, os donos da festa ou do encontro, não refletindo sobre a necessidade do sossego dos seus vizinhos, coloca o som em volume ensurdecedor, gerando intranquilidade e, por consequência, desentendimentos.


Se algumas pessoas entendessem que nem todos compartilham do mesmo gosto musical, de música, ou programa religioso,  com certeza não teríamos, todos os dias, abusos em sons e, em consequência, conflitos.


Ainda sobre perturbação do sossego alheio, o que representa uma alegria de um jovem e orgulho para os pais, representa, também, uma agonia e tristeza para os vizinhos. Isso acontece quando os pais compram uma BATERIA para seus filhos.


Reflexão, responsabilidade e empatia, com certeza, evitariam o problema.


Bom... E todos vocês, leitores, me perguntariam: “Felício, onde entra a policia nesse contexto?”


Queridos amigos! Eu diria que, se observadas as regras sociais da boa convivência e agindo o cidadão com responsabilidade e amor ao próximo, não existiria essas infrações e, portanto, não haveria a necessidade do emprego policial, pois a POLÍCIA...a POLÍCIA, caro leitor, TEM MAIS O QUE FAZER. 


 É o que penso!



Capitão Felício Kamiyama




quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A POLÍCIA TEM MAIS O QUE FAZER




A Polícia tem mais o que fazer



Desde criança, ouço, dos meus pais e das pessoas mais experientes, frases como “ O seu direito termina quando começa a do outro” ou “ quando um não quer, dois não brigam”.


Muito embora curtas, as frases são carregadas de sabedoria, vindo a acender a lâmpada das nossas mentes e nos levando a profundas reflexões.


Dizeres que, se observadas diariamente, evitariam diversos conflitos sociais e, dessa forma, minimizariam os impactos negativos causados pelos crimes que assolam e assustam a comunidade.


Sim! Minimizariam os impactos dos crimes e digo isso porque boa parte desses são iniciados por desentendimentos pessoais, gerados pela prepotência, pela arrogância e pela intolerância dos envolvidos.


Sempre esperamos que o comportamento civilizado advenha do próprio cidadão, o qual, consciente da necessidade de um convívio harmônico, adquiridos da formação familiar e religiosa, adote procedimentos de respeito e consideração para com o próximo.


Em que pese  seja essa a esperança, nem todos se comportam de maneira civilizada e, em função disso, Leis são necessárias para regular as atitudes, bem como responsabilizar os seus infratores.


O que é interessante é que, muito embora vivamos a modernidade e a tecnologia, ao invés de avançarmos no comportamento humano, mais leis surgem para discipliná-la.

 
Aqui no Brasil, o número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito superam, em muito, as mortes de outros países decorrentes da guerra.


É um fato preocupante que se agrava quando, por levantamentos realizados, ficamos sabendo de que a maioria dos acidentes são causados por motoristas embriagados.  


Caro leitor, estou me referindo não a um ser voltado para a pratica do mal, mas a uma pessoa, chefe de família, trabalhadora que, num momento de irresponsabilidade, mesmo consciente de que bebeu e de que a bebida alcoólica faz com que seus reflexos diminuam de forma representativa, decide assumir a condução de um veículo, uma verdadeira arma, causando acidente, morte e dor em seus familiares e nos familiares de quem morreu.


Reflexão, talvez, é o que falta aos causadores do problema.


Domicílio, mais conhecido como casa, é o “Conforto do Rei e da Rainha”. É o local onde devemos recarregar as baterias. É a nossa fortaleza. É o local que defendemos com unhas e dentes.


Por isso a Lei pune aquele que, sem autorização do dono ou da dona, adentra em seu interior ou nos seus limites.


Acreditamos, sempre, que a invasão no domicilio é realizada fisicamente, onde, para sua ocorrência, uma pessoa deve invadir uma propriedade.


Muito embora esse entendimento, existe hoje uma forma virtual de invasão, o que vem a causar ansiedade, intranquilidade e nervosismo em seus proprietários. Me refiro a perturbação do sossego alheio.


Todos nós gostamos de reunir amigos e familiares em nossas casas e, para tanto, os comes e bebes são sempre acompanhados por um som ambiente.


Ocorre que, por vezes, os donos da festa ou do encontro, não refletindo sobre a necessidade do sossego dos seus vizinhos, coloca o som em volume ensurdecedor, gerando intranquilidade e, por consequência, desentendimentos.


Se algumas pessoas entendessem que nem todos compartilham do mesmo gosto musical, de música, ou programa religioso,  com certeza não teríamos, todos os dias, abusos em sons e, em consequência, conflitos.


Ainda sobre perturbação do sossego alheio, o que representa uma alegria de um jovem e orgulho para os pais, representa, também, uma agonia e tristeza para os vizinhos. Isso acontece quando os pais compram uma BATERIA para seus filhos.


Reflexão, responsabilidade e empatia, com certeza, evitariam o problema.


Bom... E todos vocês, leitores, me perguntariam: “Felício, onde entra a policia nesse contexto?”


Queridos amigos! Eu diria que, se observadas as regras sociais da boa convivência e agindo o cidadão com responsabilidade e amor ao próximo, não existiria essas infrações e, portanto, não haveria a necessidade do emprego policial, pois a POLÍCIA...a POLÍCIA, caro leitor, TEM MAIS O QUE FAZER. 


 É o que penso!

 


Capitão Felício Kamiyama